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[4ª edição] Perfis de funcionários: como entender cada um pode ajudar as cooperativas?

  • anaclaramarcal
  • 2 de jun. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 10 de jul. de 2023



Trazer colaboradores das capitais para o interior, onde está grande parte das cooperativas, tem se mostrado um desafio, assim como desenvolver equipes cada vez mais eficientes e produtivas. Entender as motivações e as características desses funcionários pode ser a chave de sucesso para isso.


Mais de 19 milhões de pessoas exercem algum tipo de atividade profissional no setor do agronegócio, conforme uma pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da USP/Esalq, do 2º trimestre deste ano. O número corresponde a 19,42% da população ocupada no Brasil.


Os dados evidenciam a potência do agronegócio como gerador de empregos, mas não dá para falar desse cenário sem destacar outro movimento: a mudança no perfil dos trabalhadores. Como já falamos em outras edições do ESCALA NEWS, esse profissional está cada vez mais jovem e escolarizado.




Nesta edição, no entanto, queremos ir mais a fundo. Além de características como idade, gênero, escolaridade e sexo, trataremos da transformação de mindset, das motivações e do propósito desses trabalhadores.


(Re)pensando o trabalho


A pandemia da Covid-19 fez as pessoas (re)pensarem muitas coisas, inclusive o trabalho. Por mais que a financeira continue sendo relevante na decisão de aceitar ou permanecer em determinado emprego, outro tipo de remuneração também tem sido decisiva: a emocional.


Uma pesquisa da McKinsey & Company, de 2022, elencou as principais razões que fizeram as pessoas deixarem seus empregos entre abril de 2021 e abril de 2022. Estas são algumas delas:



Sobram vagas e faltam gente

Na contramão de outros setores, que tiveram suas economias prejudicadas pela pandemia e, com isso, diminuíram a oferta de trabalho, o agronegócio está em constante expansão. Com as transformações tecnológicas chegando no campo e as movimentações de mercado, surgem novas oportunidades. Elas, no entanto, têm encontrado um cenário deficiente.


Segundo o estudo “Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde”, da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), feito junto do Senai e da UFRGS, em 2021, até 2023, oito carreiras do agro gerariam 178,8 mil oportunidades, mas só haveria 32,5 mil profissionais para preenchê-las. Um gap de 82%.


São duas as variáveis que influenciam essa equação: candidatos sem as qualidades necessárias para a vaga e candidatos que mesmo com as qualidades requeridas optam por não aceitar, ou nem se candidatam ao trabalho.


Os cinco perfis de funcionários


Se os recrutadores quiserem ser mais assertivos na hora de buscar o candidato é preciso que eles conheçam o potencial colaborador e compreendam suas motivações.



1. Tradicionalistas

São menos propensos ao risco e mais propensos a manterem seus empregos sem ter outro alinhado. A motivação deles em trabalhar em tempo integral está na boa remuneração e vantagens.

2. "Faça você mesmo"

Valorizam a flexibilidade do local de trabalho e o senso de propósito da atividade que irão realizar. Eles priorizam a autonomia e a liberdade.

3. Cuidadores

Exercem funções de cuidado em casa e querem mais, mas analisam bem a remuneração e a flexibilidade antes de voltar ao mercado. São preocupados com o apoio à saúde e bem-estar e o desenvolvimento de carreira.

4. Relaxantes

Normalmente, são aposentados ou pessoas que não procuram trabalho, mas que podem voltar ao mercado sob circunstâncias específicas. Eles não priorizam a carreira e analisam bem a remuneração e flexibilidade.

5. Idealistas

A maioria é jovem e estudantes que não tem muitas responsabilidades financeiras. Eles valorizam a flexibilidade, o desenvolvimento de carreira, a diversidade e o ambiente de trabalho mais do que a remuneração.

Alavanca de crescimento


Outro aspecto fundamental na busca por equipes engajadas e produtivas é o da diversidade e inclusão. Um estudo da McKinsey mostrou que empresas que se preocupam com a diversidade de gênero apresentam rendimentos 25% acima da média. Falando em etnia, o número sobe para 35%.



Outro dado importante nessa reflexão é o levantado pelo estudo da Harvard Business Review: em empresas onde a diversidade é reconhecida e respeitada, os conflitos chegam a ser 50% menores do que em ambientes menos plurais.


“As pessoas têm resistência devido suas próprias crenças e também pelo medo de perda de espaço de poder. Diversos somos todos nós, cada um na sua singularidade. Você não vai perder seu espaço ao incluir pessoas que pensam diferente e, sim, você vai se permitir conhecer diferentes perspectivas e ganhar novas conexões. Não queremos criar barreiras e sim pontes.” Fernanda Garcia/gerente de RH e líder de inclusão, diversidade e equidade na Corteva.

Como vimos, o agronegócio está em ebulição e o que não faltam são oportunidades. O desafio, agora, é conseguir extrair o máximo de proveito de cada uma delas. Conhecer os potenciais colaboradores e olhar para a diversidade como catalisadora da inovação pode ser um bom começo para desbravar novos territórios.


Estamos dispostos a auxiliar as cooperativas para que elas possam reforçar seu relacionamento com os colaboradores, do chão de fábrica à corporação, e conservar uma relação de prosperidade.


Esse foi mais um ESCALA NEWS. Voltaremos no próximo mês com mais conteúdo exclusivo para as cooperativas do Programa ESCALA.







 
 
 

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